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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Mercadologia 1997 a 1998 - FEITEC - algumas Fotos




Biografia - Professor Derville Allegretti

Biografia - Professor Derville Allegretti



ALLEGRETTI, Derville


*rev. 1932; dep. fed. SP 1959-1967.


Derville Allegretti nasceu em Resende (RJ) no dia 24 de agosto de 1900, filho de César Allegretti e de Artemísia Sgarbi Allegretti. Seu pai, imigrante italiano, era tintureiro. Seu avô materno, João Sgarbi, foi prefeito de Resende.

Transferindo-se para a cidade de São Paulo, realizou os estudos primários no Grupo Escolar da Mooca e cursou o secundário no Ginásio Osvaldo Cruz e no Instituto de Ciências e Letras. Em 1920 formou-se perito contador pela Escola Técnica de Comércio Álvares Penteado, na capital paulista.

Ainda nesse ano iniciou-se no jornalismo como colaborador do Correio Paulistano, do qual só se afastaria em 1930. Em 1923 diplomou-se pela Escola Normal de São Paulo, passando a lecionar matemática financeira e português em vários estabelecimentos de ensino técnico-comercial, como a Escola de Comércio Rui Barbosa, o Ginásio Franco-Brasileiro, o Instituto Comercial Brasil, o Instituto de Ciências e Letras e o antigo Ginásio Osvaldo Cruz. A par de seu trabalho docente, foi escriturário da Companhia Antártica Paulista e chefe de correspondência da casa bancária Conde e Almeida, tendo trabalhado ainda para várias outras organizações comerciais e industriais. Em 1929 fundou a Escola Técnica de Comércio 30 de Outubro, atual Colégio Comercial 30 de Outubro, da qual foi diretor-geral.

Em 1932 participou ativamente da Revolução Constitucionalista, deflagrada no mês de julho em São Paulo contra o governo instalado com a Revolução de 1930. Após a derrota do movimento em outubro, ainda em 1932 bacharelou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, montando banca na mesma cidade e tornando-se perito judicial. Em 1940 fundou a Faculdade de Economia, Finanças e Administração de São Paulo, da qual foi também diretor. Em 1944 elegeu-se presidente do Sindicato dos Proprietários de Escolas de Comércio de São Paulo, cargo que exerceu até 1946, quando passou a integrar a diretoria da entidade.

Com a queda do Estado Novo (1937-1945) e a redemocratização do país, filiou-se ao Partido Republicano (PR), sendo eleito em 1947 vereador à Câmara Municipal de São Paulo. Durante o exercício de seu mandato presidiu a Comissão de Redações, foi vice-presidente das comissões de Orçamento e Finanças e de Justiça e líder da bancada do PR na Câmara.

No pleito de outubro de 1950 elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa paulista na mesma legenda e, ainda nesse ano, interrompeu o mandato na Câmara Municipal de São Paulo. Em fevereiro do ano seguinte assumiu uma cadeira na Assembléia paulista, integrando nessa legislatura as comissões de Constituição e Justiça, de Educação e Cultura e de Assistência Social e chegando ainda a liderar a bancada de seu partido. Economista provisionado a partir de 1952, foi indicado pelo PR para concorrer ao pleito de março de 1953 para prefeito da capital paulista, tendo posteriormente renunciado a essa candidatura. Ainda em 1953 participou do Congresso Municipalista, realizado em Poços de Caldas (MG), e do Congresso de Municípios, reunido em Louisville, Kentucky, nos Estados Unidos. No ano seguinte tornou-se presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia de São Paulo.

Reeleito em outubro de 1954, sempre na legenda do PR, em fevereiro do ano seguinte foi reconduzido à liderança de seu partido na Assembléia paulista. Em novembro de 1955 licenciou-se do Legislativo estadual para assumir a Secretaria de Negócios do governo de São Paulo, chefiado pelo governador Jânio Quadros (1955-1959). Presidente da junta legislativa e membro do conselho arbitral da Federação Paulista de Futebol, também em 1955 elegeu-se presidente dessa entidade. Deixou a secretaria que ocupava no governo paulista em maio de 1957 e reassumiu em seguida sua cadeira na Assembléia Legislativa.

No pleito de outubro de 1958 elegeu-se na mesma legenda deputado federal por São Paulo. Deixando a Assembléia paulista em janeiro de 1959, assumiu em fevereiro seguinte seu mandato na Câmara dos Deputados. Em maio do mesmo ano tornou-se vice-líder do PR e vice-presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, tendo sido autor de três projetos: o que instituiu o prêmio Portinari ao melhor expositor de quadros modernistas, o que estendeu aos técnicos de contabilidade as prerrogativas dos contadores e o que criou a Faculdade de Engenharia Industrial de Moji das Cruzes (SP). Favorável à manutenção da iniciativa privada no setor educacional, ao ensino gratuito e a uma implementação estatal mais significativa no campo do ensino, através da concessão de bolsas de estudo aos estudantes mais pobres, foi um dos co-autores do projeto que se transformaria na Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional. Integrou ainda a comissão especial que examinou a atuação das comissões de inquérito criadas durante o governo Jânio Quadros (janeiro a agosto de 1961).

Com a renúncia de Jânio em 25 de agosto de 1961, votou favoravelmente à Emenda Constitucional nº 4, de 2 de setembro seguinte, que implantou o regime parlamentarista no Brasil como forma conciliatória para propiciar a posse do vice-presidente João Goulart, cujo nome fora vetado pelos ministros militares. Municipalista, votou a favor da Emenda Constitucional nº 5, de novembro de 1961, que ampliou a participação dos municípios na arrecadação tributária nacional. Também nesse mês apoiou o reatamento das relações diplomáticas com a União Soviética, rompidas desde 1947.

Pertenceu à Ação Democrática Parlamentar (ADP), bloco interpartidário surgido no primeiro semestre de 1961 com o objetivo de combater a influência comunista no Brasil. Composta basicamente de parlamentares da União Democrática Nacional (UDN) e, em plano secundário, do Partido Social Democrático (PSD), a ADP fez oposição ao governo do presidente Goulart (1961-1964), deixando de existir após a ascensão dos militares ao poder em abril de 1964.

No início de 1962 rompeu com o PR e filiou-se ao Movimento Trabalhista Renovador (MTR), assumindo em fevereiro do mesmo ano a vice-liderança de seu novo partido na Câmara. No pleito de outubro desse ano reelegeu-se deputado federal na legenda da Coligação Janista, formada pelo MTR e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Sua candidatura foi aprovada pela Aliança Eleitoral pela Família (Alef), associação civil de âmbito nacional criada em 1962 em substituição à Liga Eleitoral Católica (LEC) com o objetivo de mobilizar o eleitorado católico para apoiar os candidatos comprometidos com os princípios sociais da Igreja.

Segundo o Correio Brasiliense, era partidário da reforma agrária cooperativista, da desapropriação dos latifúndios e do pagamento das indenizações através de títulos da dívida pública, desde que se garantisse a não desvalorização das terras e a venda aos lavradores das terras pertencentes ao domínio da União, de forma a que os recursos obtidos fossem destinados à assistência aos pequenos lavradores. Favorável à instituição de um banco central emissor, propunha que os estabelecimentos oficiais de crédito se dedicassem ao fomento da produção, contanto que a rede bancária privada reservasse pelo menos 20% de seus depósitos para serem aplicados na agricultura e na pequena indústria, com juros baixos e a longo prazo.

Ainda segundo a mesma fonte, dentre seus trabalhos parlamentares destacou-se a defesa que fez para a instalação das fábricas Krupp no Brasil, construídas em Campo Limpo, município de Jundiaí (SP), onde se investiu considerável capital. No tocante à reforma eleitoral, posicionou-se a favor da divisão dos estados em distritos eleitorais, da cédula única e das eleições primárias, presididas pela Justiça Eleitoral. Favorável à ampliação dos direitos dos partidos, era contudo a favor da cassação dos mandatos dos deputados que mudassem de legenda sem haver atingido o quociente eleitoral.

Em abril de 1963 assumiu a vice-liderança do bloco parlamentar constituído pelo Partido Democrata Cristão (PDC), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Social Trabalhista (PST), o Partido Republicano Trabalhista (PRT), o MTR e o PR. Em setembro de 1963 assumiu ainda a vice-liderança do Bloco Parlamentar dos Pequenos Partidos, sendo também reconduzido à Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

Após a vitória do movimento político-militar de março de 1964 tornou-se, no mês seguinte, vice-líder do MTR na Câmara dos Deputados. Ainda em 1964 criou com seu filho a Fundação Leonídio Allegretti, entidade mantenedora de seu colégio, o Colégio Comercial 30 de Outubro, da qual foi presidente. Em abril do ano seguinte elegeu-se líder do MTR e vice-líder do bloco parlamentar formado pelo Partido Social Progressista (PSP), o PTN, o PST, o PR, o MTR e o PDC.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), assumindo posteriormente a vice-liderança de seu partido na Câmara. No pleito de novembro de 1966 elegeu-se segundo-suplente de deputado federal por São Paulo na legenda do MDB. Concluindo o mandato em janeiro de 1967, deixou definitivamente a Câmara Federal.


Presidente honorário das Associações de Cooperadores Salesianos e da Associação de Antigos Alunos da Escola Comercial 30 de Outubro, tornou-se também presidente da Sociedade dos Amigos da Cidade em São Paulo.

Foi casado com Aurora Borges de Oliveira Allegretti, com quem teve um filho.

Faleceu em São Paulo no dia 14 de junho de 1979.

Publicou A reforma ortográfica (1943), A reforma do ensino comercial (1950), Trabalhos e realizações na Câmara Municipal de São Paulo (1958), O Caso Krupp e outras indiscrições (1959) e Trabalhos parlamentares na Assembléia Legislativa de São Paulo.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CAMPOS, Q. Fichário; COUTINHO, A. Brasil; Eleitos; Estado de S. Paulo (23/9/62);Grande encic. portuguesa; Personalidades; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; Súmulas; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3, 4, 6 e 8); Who’s who in Brazil.

quarta-feira, 18 de março de 2015

EXPO DREM 98

Esta exposição ocorreu no segundo semestre de 1998 na escola vizinha ao Derville.                                     

                                       EXPO DREM 98


O único momento registrado é a Apresentação da Banda da Fanfarra da Escola Gastão Moutinho no pátio da escola Vereador Antonio Sampaio.






quinta-feira, 12 de março de 2015

Animações - postadas no Site da MAP em 2000

Quando fiz o site da MAP em 2000 postei algumas animações - GIFs animados, alguns arquivos foram preservados desde aquela época.








quarta-feira, 11 de março de 2015

Como Educar Os Seus Sentimentos

Como Educar Os Seus Sentimentos

É melhor exceder perdoando, amando, compreendendo do que sentir-se naufragando na omissão e na culpa. Cada vez que você resolve conflitos, ameniza situações drásticas, suaviza dores, evita sua dor e a do próximo, você está exercitando a fé. 

A vivência da fé é que lhe dá vida, enquanto a palavra é apenas uma consoante e uma vogal, nada mais. As batidas do seu coração são uma pista para não se perder no caminho. Siga o seu coração e encontrará o tesouro. Não se assuste se as gigantes dificuldades lhe propuserem um duelo. Vença-o! E o tesouro será seu para toda a eternidade. 

A mágica para você realizar o seu objetivo é desejá-lo intensamente. Quando isso ocorre o universo se move a seu favor. Para você se autorealizar, necessita estar atento ao objetivo. Mas deverá distrair-se com o acidental, esquecendo o essencial. Cada instante de nossa vida é um convite, uma oportunidade, a nos convocar para continuas mudanças. Se não mudamos é por falta de definir, de escolher. Nossas escolhas, nosso destino. 

No percurso de nossa vida acertar e errar são igualmente importantes. Os erros fazem com que mergulhemos mais fundo na busca do ser, para que não caia a qualidade de vida que escolhemos viver. O amor é dinâmico e possue várias facetas, tal como o diamante. Quanto mais gripes , mais se define. Se verdadeiro, brilha mais, se imitação, se desfaz em pedaços. A felicidade é uma permanente conquista através do desenvolvimento de "valores","virtudes","alto - conhecimento","reconhecimento da suprema Divindade que já está dentro de nós". 

O homem, para ver, sentir, compreender Deus, precisa primeiro se auto-conhecer e se auto-aceitar, com gratidão, reverenciar à Divindade. Toda conquista exige compromissos que às vezes não estamos dispostos a cumprir, assim, o subconsciente arruma desculpas para adiar ou até mesmo matar nossos sonhos. 

As oportunidades são portas abertas para a auto realização, mas muitos não estão aptos a enxerga-las. Elas vêm, passam, e a pessoas nem percebe. A simplicidade faz parte da verdadeira vida. Portanto, quando algo é muito complicado, é sinal de que não é verdadeiro, tem algo camuflado. Cuidado! Para realizar os seus sonhos, você precisa aprender a fazer a seguinte pergunta: " O que vou fazer agora me leva a concretização dos meus sonhos?". Quanto mais respostas positivas, tanto mais estará construindo o caminho que o levará até eles. 

O milagre acontece quando você respira o sonho, vive para o sonho, sonha com o sonho, faz tudo pelo sonho, e vive o estado continua sonho, porque ele é infinito e o motivo a navegar cada vez mais, no entusiasmo e na alegria de ter um sonho e poder sonhar sempre mais. Há uma pergunta importante a ser feita todos os dias: O que estou fazendo me deixa feliz? Se deixa, continue a fazer. Se não, mude a forma de fazer, até encontrar alegria. Sem sentir-se feliz, realizando algo, não há como incluí-lo nos sobreviventes da "vida", você terá de ser incluso nos suicidas da vida. Previna-se para não ter remorsos. Remorsos por ferir, ou deixar de fazer algo, são grades para a sua consciência e lhe tiram a liberdade de prosseguir nos sonhos. 

A culpa é um juiz que trava todos os caminhos.

terça-feira, 10 de março de 2015

O HOJE E O AMANHÃ - postado no Site da MAP em 2000

O HOJE E O AMANHÃ

Era uma vez um garoto que com uma doença que não tinha cura, tinha 17 anos e podia morrer a qualquer momento.

Sempre viveu na casa de seus pais, sob os cuidados da mãe.

Um dia decidiu sair sozinho e, com a permissão da mãe, caminhou pela quadra, olhando as vitrines e as pessoas que passavam. Ao passar por uma loja de discos, notou a presença de uma garota, mais ou menos da sua idade, que parecia ser feita de ternura e beleza.

FOI AMOR A PRIMEIRA VISTA.

Abriu a porta e entrou, sem olhar para mais nada que não a sua amada. Aproximando-se timidamente, chegou ao balcão onde ela estava. Quando o viu, ela deu-lhe um sorriso e perguntou se podia ajudá-lo em alguma coisa.

Era o sorriso mais lindo que ela já havia visto, e a emoção foi tão forte que ele mal conseguiu dizer que queria comprar um CD. Pegou o primeiro que encontrou, sem olhar de quem era, e disse:
  • Esse aqui...?
  • Quer que embrulhe para presente? - perguntou a garota, sorrindo ainda mais.
Ele balançou a cabeça para dizer que sim e disse: - É para mim mesmo, mas eu gostaria que embrulhasse.

Ela saiu do balcão e voltou, pouco depois, com o CD muito bem embalado.

Ele pegou o pacote e saiu, louco de vontade de ficar por ali, admirando aquela figura divina. Daquele dia em diante, todos as tarde voltava à loja de discos e comprava um CD qualquer.

Todas as vezes a garota deixava o balcão e voltava com um embrulho cada vez mais bem feito, que ele guardava no closet, sem sequer abrir.

Ele estava apaixonado, mas tinha medo da reação dela, e assim por mais que ela sempre o recebesse com um sorriso doce, não tinha coragem para convidá-la para sair e conversar.

Comentou sobre isso com sua mãe e ela incentivou muito a chamá-la para sair. Um belo dia disse ele se encheu de coragem e foi para loja. Como todos os dias comprou um CD e, como sempre, ela foi embrulhá-lo. Quando ela não estava vendo, escondeu um papel com seu nome e telefone no balcão e saiu da loja correndo.

No dia seguinte o telefone tocou e a mãe do jovem atendeu. Era a garota perguntando por ele. A mãe, desconsolada, nem perguntou quem era, começou a soluçar e disse:
  • Então você não sabe? Faleceu essa manhã.
Mais tarde, a mãe entrou no quarto do filho, para olhar suas roupas e ficou muito surpresa com a quantidade de CDs, todos embrulhados. Ficou curiosa e decidiu abrir um deles. Ao fazê-lo, viu cair um pedaço de papel, onde estava escrito: "VOCÊ É MUITO SIMPÁTICO, NÃO QUER ME CONVIDAR PARA SAIR? EU ADORARIA/", emocionada, a mãe abriu outro CD e dele também caiu outro papel que dizia o mesmo, e assim todos quantos abriu traziam uma mensagem de carinho e esperança de conhecer aquele rapaz. Assim é a vida; não espere demais para dizer a alguém especial aquilo que você sente. DIGA-O JÁ, AMANHÃ PODE SER TARDE DEMAIS. MESMO SE NÃO FOR AMOR, SEJA VOCÊ MESMA E DIGA. AS PESSOAS QUE REALMENTE NOS AMAM ADORARIAM SABER O QUANTO GOSTAMOS DELAS.

Essa mensagem foi escrita para fazer as pessoas refletirem e assim, pouco a pouco, TENTAR MUDAR O MUNDO. É também para dizer que você é muito especial, então, faça o mesmo que eu e mande esta mensagem AGORA, de imediato, não daqui a pouco, para as pessoas que quem goste, estime ou ame muito. Aproveite e fale, escreva, telefone e diga o que ainda não foi dito. E mesmo se não for correspondida com tal atitude estarei ao longe aplaudido sua atitude , NÃO DEIXE PARA AMANHÃ. QUEM SABE PODE SER TARDE, NÃO DÊ MAIS TEMPO...

segunda-feira, 9 de março de 2015

Difícil querer definir amigo...

Publiquei este poema no site da MAP em 2000, foi uma forma de homenagear as pessoas que conviveram comigo no Derville.

Difícil querer definir amigo...

Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra  firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz  falta. 


Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas. 

É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu. 

É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz. É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você. 

É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência. 

É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo "por vir". 

É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas águas agitadas. 

É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso. 

Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas. 

É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você. 

É quem sabe que viver é ter história pra contar. 

É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos. É o achar daquilo que você nem sabia que buscava. 

Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas. 

É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos. 

Amigo é multimídia. 

Olhos... amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática. 

É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo. 

É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior. 

É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris. 

Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação: amigo é quem te ama "e ponto final". 

É verdade e razão, sonho e sentimento. 

Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista. 


AMIGO

(Autor desconhecido)